O jogo é fato mais antigo que a cultura, pois está, mesmo em suas definições menos rigorosas, pressupõe sempre a sociedade humana; mas, os animais não esperaram que os homens os iniciassem na atividade lúdica.A existência do jogo é inegável reconhecer o jogo é forçosamente, reconhecer o espírito, pois o jogo seja qual for sua essência não é material,o jogo não é uma ideia nova, mas sim uma ideia primitiva. O ser humano, e os animais, jogam mesmo quando brincam O jogo tem, por natureza, um ambiente instável. A qualquer momento é possível à "vida quotidiana"O jogo é sagrado, pelo fato de ser indispensável ao bem--estar da comunidade e um germe de intuição cósmica e de desenvolvimento social, não deixa de ser um jogo que, como dizia Platão, se processa fora e acima das austeras necessidade da vida cotidiana. É nos domínios do jogo sagrado que a criança, o poeta e o selvagem encontram um elemento comum. O homem moderno, graças à sua sensibilidade estética, conseguiu aproximar-se desses domínios muito mais do que o homem "esclarecido" do século XVIII. O fato de apontarmos a presença de um elemento lúdico na cultura não quer dizer que atribuamos aos jogos um lugar de primeiro plano, entre as diversas atividades da vida civilizada, nem que pretendamos afirmar que a civilização teve origem no jogo através de qualquer processo evolutivo, no sentido de ter havido algo que inicialmente era jogo e depois se transformou em algo que não era mais jogo, sendo-lhe possível ser considerado cultura.
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Abraço, seu prof-reforco.
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